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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Os malefícios da carne vermelha

A universidade de Harvard divulgou no dia 13 de março de 2012 o resultado de um estudo sobre a carne vermelha. Segundo os cientistas da universidade o consumo de carne vermelha aumenta o risco de morte prematura, doença cardiovascular e também, o câncer.

A pesquisa foi analisada com base em dois estudos que observaram os habitoa alimentares de 37.698 homens e 83.644 mulheres durante 28 anos. Durante este período, 5.910 mortes aconteceram devido a doenças cardiovasculares e 9.464 morreram com algum tipo de câncer.

Cientistas responsáveis pelo estudo observaram que o resultados de todas essas mortes foram associado ao consumo de carne vermelha e os resultados mostraram que comer uma porção de carne vermelha ao dia, aumenta este risco em até 20% em carnes processadas e de 13% para carnes não processada.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Novas evidências indicam que a meditação fortalece o cérebro

Pesquisadores americanos descobriram mais evidências de que meditar fortalece o cérebro.

Estudos anteriores feitos pela Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, já haviam sugerido que meditar durante anos torna o cérebro mais espesso e fortalece conexões entre células cerebrais.

As novas pesquisas feitas pela mesma equipe californiana revelaram ainda mais benefícios associados à prática. Os resultados foram publicados pela revista Frontiers in Human Neuroscience.

O cientista Eileen Luders e seus colegas do Laboratory of Neuro Imaging da UCLA dizem ter encontrado indícios de que pessoas que meditam durante muitos anos têm quantidades maiores de dobras no córtex cerebral do que pessoas que não meditam. Isso poderia acelerar o processamento de informações.

A equipe também encontrou uma relação direta entre a quantidade de dobras e o número de anos durante os quais a pessoa meditou.

Isso pode talvez ser mais uma prova da neuroplasticidade do cérebro - a habilidade do órgão de se alterar, ou se adaptar, em resposta a estímulos externos.

Córtex

O córtex é a camada externa do cérebro e tem papel fundamental na memória, atenção, pensamento e consciência.

Os dobramentos corticais são o processo pelo qual a superfície do cérebro se altera para criar sulcos e dobras. Sua formação pode promover e melhorar os processos nervosos.

Presume-se, portanto, que quanto mais dobras se formam, maior a capacidade do cérebro de processar informações, tomar decisões e formar memórias.

"Em vez de simplesmente comparar pessoas que meditam com as que não meditam, queríamos ver se havia uma relação entre a quantidade de prática da meditação e o grau de alteração do cérebro", disse Luders. "Quer dizer, associar o número de anos de meditação com a incidência das dobras".

Testes

Os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética em 50 praticantes de meditação - 28 homens e 22 mulheres. Esse grupo foi comparado a outro, de não praticantes, com idade e sexo equivalentes.

Os praticantes haviam meditado em média 20 anos. Os tipos de meditação eram variados, entre eles, Zen e Vipassana.

A equipe disse ter encontrado grandes diferenças na incidência das dobras em participantes que praticavam meditação.

Para os pesquisadores, a revelação mais interessante foi a correlação positiva entre o número de anos de meditação e a quantidade de dobras, especialmente em uma estrutura do cérebro conhecida como ínsula.

Sabe-se que essa estrutura está associada às emoções humanas. E que lesões na ínsula podem resultar em apatia, perda de libido e alterações na memória.

"Talvez (a descoberta) mais interessante tenha sido a relação positiva entre o número de anos de meditação e a quantidade de dobramentos insulares".

Emoção e raciocínio

Luders mencionou estudos anteriores que indicam que a ínsula funcionaria como um integrador entre a emoção e o raciocínio.

"Pessoas que meditam são conhecidas por serem mestras em introspecção e consciência, assim como em controle emocional e autorregulação, então os resultados fazem sentido - quanto mais tempo alguém medita, maior a a incidência das dobras na ínsula".

Luders adverte que fatores genéticos e ambientais podem ter contribuído para os efeitos observados.

Ainda assim, "a relação positiva entre as dobras e o número de anos de prática dá suporte à ideia de que a meditação aumenta a incidência das dobras".

Fonte BBC

sábado, 10 de março de 2012

Memória e raciocínio se deterioram a partir dos 40 anos, diz estudo

Memória e raciocínio se deterioram a partir dos 40 anos, diz estudo
Em 10 anos, o rendimento de raciocínio caiu 3,6% para os homens e mulheres de 45 a 49 anos


A memória e o raciocínio começam a se deteriorar a partir dos 40 anos de idade, muito antes dos 60 anos, como se acreditava de maneira geral. A descoberta foi feita por um estudo publicado nesta sexta-feira pela revista médica britânica British Medical Journal (BMJ).

“Nossa capacidade de raciocinar e compreender começa a declinar já a partir dos 45 anos de idade”, afirma um comunicado do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) francês, responsável pelo estudo. Segundo o INSERM, os resultados mostram que o rendimento cognitivo (com exceção dos testes de vocabulário) diminui com a idade, e isto ocorre cada vez mais rapidamente na medida que as pessoas envelhecem

Pesquisa – Na análise, desenvolvida por especialistas do INSERM francês e da University College de Londres, a saúde mental de mais de 7.000 pessoas foram estudadas e acompanhadas por dez anos (1997-2007). Os participantes eram funcionários públicos do Reino Unido, com idades entre 45 e 70 anos. As funções cognitivas dos voluntários foram medidas três vezes durante os dez anos. A ideia era avaliar a memória, o vocabulário, a audição e a compreensão.

Entre os testes aplicados, estavam: o de escrever a maior quantidade de palavras que pudessem lembrar que começassem com a letra S, ou a maior quantidade de nomes de animais. Todas as pontuações cognitivas, com exceção do vocabulário, começaram a diminuir entre todos os grupos de idades que foram avaliados. Porém, o decréscimo foi mais acentuado entre os funcionários com maior idade.

Em 10 anos, o rendimento de raciocínio caiu 3,6% para os homens de 45 a 49 anos, e 9,6% para os de 65 a 70 anos. No caso das mulheres, a queda é a mesma (-3,6%) para o primeiro grupo etário e menos considerável (-7,4%) para as mulheres de 65 a 70 anos.

Para Archana Singh-Manoux, que coordenou a equipe do INSERM, é importante determinar a idade de início do declínio cognitivo. “Isso porque possivelmente é mais eficaz atuar desde o começo desse declínio, em particular com o uso de medicamentos, para mudar a trajetória do envelhecimento cognitivo”.

Controvérsia – Apesar de estar claro que o rendimento cognitivo diminui com a idade, a data de início da queda gera controvérsia. Estudos recentes descartaram que o fenômeno pudesse começar antes dos 60 anos, segundo o INSERM. “A expectativa de vida segue aumentando e entender o envelhecimento cognitivo será um dos desafios deste século”, concluíram os pesquisadores. Os especialistas também destacaram a importância de levar uma vida saudável, já que isto é muito beneficente em longo prazo. Fonte: Veja Saúde